Table Of ContentUNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE INSTITUTO DE FILOSOFIA E
CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA
AMOR, SACRIFÍCIO E LEALDADE
O DONATIVO PARA O CASAMENTO DE CATARINA DE BRAGANÇA E PARA A PAZ DE
HOLANDA (BAHIA, 1661-1725).
Letícia dos Santos Ferreira
Dissertação de mestrado apresentada ao
Programa de Pós-Graduação em História
da Universidade Federal Fluminense
como requisito para obtenção do grau de
mestre em História.
Niterói, 2010
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LETÍCIA DOS SANTOS FERREIRA
AMOR, SACRIFÍCIO E LEALDADE
O DONATIVO PARA O CASAMENTO DE CATARINA DE BRAGANÇA E PARA A PAZ DE
HOLANDA (BAHIA, 1661-1725)
Dissertação de mestrado apresentada
ao Programa e Pós-Graduação em
História da Universidade Federal
Fluminense como requisito para
obtenção do grau de mestre em
História.
Orientador : Dr. Rodrigo Bentes Monteiro
NITERÓI, 2010
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LETÍCIA DOS SANTOS FERREIRA
AMOR, SACRIFÍCIO E LEALDADE
O DONATIVO PARA O CASAMENTO DE CATARINA DE BRAGANÇA E PARA A PAZ DE
HOLANDA. (BAHIA, 1661-1725).
Dissertação de Mestrado apresentada
ao Programa de Pós-Graduação em
História da Universidade Federal
Fluminense como requisito para
obtenção do grau de mestre em
História.
BANCA EXAMINADORA
PROF. DR. RODRIGO BENTES MONTEIRO
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF (ORIENTADOR)
PROF. (A) DR.(A) MARIA FERNANDA BAPTISTA BICALHO
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF (ARGÜIDOR)
PROF. DR. PEDRO PUNTONI
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO– USP (ARGÜIDOR)
PROF. DR. PAULO CAVALCANTE
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO– UNIRIO (ARGÜIDOR
SUPLENTE)
PROF. DR. LUCIANO RAPOSO FIGUEIREDO
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF (ARGÜIDOR SUPLENTE)
NITERÓI, 2010
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Ficha catalográfica:
F383 Ferreira, Letícia dos Santos.
Amor, sacrifício e lealdade. O donativo para o casamento de
Catarina de Bragança e para a paz de Holanda. (Bahia, 1661-1725) /
Letícia dos Santos Ferreira. – 2010.
187 f.
Orientador: Rodrigo Nunes Bentes Monteiro.
Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal Fluminense, Instituto
de Ciências Humanas e Filosofia, Departamento de História, 2010.
Bibliografia: f. 169-187.
1. Portugal – História – Século XVIII. 2. Relações internacionais. 3.
Bahia – História – Século XVIII. I. Monteiro, Rodrigo Nunes Bentes.
II. Universidade Federal Fluminense. Instituto de Ciências Humanas e
Filosofia. III. Título.
CDD 327
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À Ana Maria , Elizeu , Fabiano e Taís.
Pela família que construímos.
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Agradecimentos
Para algumas pessoas, os agradecimentos em um trabalho acadêmico não são mais do
que uma “praxe”. No entanto, para mim, é um momento fundamental, de reflexão para
pensar como cheguei até aqui e pensando no caminho percorrido que me trouxe até a
conclusão do mestrado, começo agradecendo à minha família. Aos meus pais maiores
responsáveis por tudo que tenho tentado construir, sou grata por estarem sempre ao meu
lado, por orientarem meu caminho, respeitando minhas escolhas, e me ajudando a corrigir
meus erros. Obrigada. Aos meus irmãos, Fabiano e Taís, a quem eu já teria muito que
agradecer simplesmente por existirem, agradeço também o amor, o carinho, o respeito e o
apoio. Não consigo imaginar como seria minha vida sem vocês, obrigada. Ao meu
companheiro Lincoln, agradeço ao carinho, ao apoio incondicional, a paciência e a pareceria.
Desde 2007, a cada dia entendo mais um pouquinho o que significa a união entre duas
pessoas. Amo-te. À Cândida, Cainã e Cauã, agradeço ao amor, e peço desculpas por minhas
ausências. Aos meus primos, primas, tios e tias, obrigada pelo carinho, por me socorrerem
sempre que precisei e também por alegrarem a minha vida. À Arlene e ao Cláudio agradeço
por me acolherem em sua casa em um momento fundamental desta trajetória. À Bia agradeço
o carinho com que cuidou das minhas coisas.
Ao meu orientador Rodrigo Bentes Monteiro, agradeço por ter acreditado em mim,
pela atenção, carinho e respeito a minha pessoa. Desejo que nosso trabalho nos dê frutos e
nossa relação seja cada vez mais afetuosa e sincera como tem sido. À Maria de Fátima
Gouvêa, onde ela estiver, sou eternamente grata. De sua lembrança só guardo alegrias e seu
belo sorriso. Ao prof. Paulo Cavalcante, professor da Universidade Federal do Estado Rio de
Janeiro, obrigada pela participação no exame de qualificação, e antes disso, por ter me
recebido no seu seleto grupo de amigos. A sua esposa Vera Borges, agradeço pela acolhida
carinhosa em sua casa. A Maria Isabel Siqueira, professora UNIRIO, agradeço a afetuosa
acolhida, as trocas durante as aulas, e principalmente a parceria que se inicia com boas
expectativas para os futuros frutos. À Maria Fernanda Bicalho, agradeço a argüição durante
o exame de qualificação, e a qualidade das aulas do curso de mestrado. Ao professor Luciano
Figueiredo, agradeço as aulas do mestrado, bem como, as indicações de fontes e bibliografia
sobre o tema dessa dissertação. Ao professor Pedro Cardim, sou grata pelo interesse e apoio
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ao trabalho durante sua estada no Rio de Janeiro, mas também à distância, em Lisboa. Sem
suas indicações o trabalho não teria sido tão proveitoso e certamente teria tomado outro
caminho que não este. Muito obrigada. Agradeço ao professor Carlos Gabriel Guimarães e a
professora Avanete Souza pelos comentários e indicações bibliográficas que enriqueceram
este trabalho. Ainda agradeço a Joana Troni, biografa da Princesa Catariana de Bragança,
com quem tenho estabelecido um importante diálogo, apesar de não nos conhecermos
pessoalmente.
Aos meus grandes amigos Carol Ferro, José Eudes Gomes e Vinícius Dantas
agradeço o carinho com que incentivaram o desenvolvimento e continuidade deste trabalho.
Ao Yllan de Mattos, amigo e companheiro, obrigada por alegrar a minha casa e a minha vida
com sua presença. Ao Valter Fernandes e ao Victor Abreu, amigos mais recentes, mas nem
por isso menos especiais, obrigada pelo diálogo e carinho. Ao Emiliano, amigo desde a
graduação, fundamental para a finalização da dissertação ao adquirir na Fundação Gregório
de Matos, e enviar para o Rio de Janeiro, alguns volumes dos Documentos Históricos do
Arquivo Municipal de Salvador, meu muito obrigado. Nunca vou esquecer nossas longas
conversas. A Thiago Krause, agradeço as informações diversa, e principalmente sobre
Cristovão de Burgos. Aos amigos da graduação sou especialmente grata. Em especial,
agradeço ao Rodrigo Ferreira e a Cecília Guimarães. À Izabela Gonçalves, companheira nos
últimos sete anos, obrigada por me fazer acreditar que eu era capaz de chegar até aqui, e dar
um passo adiante. Igualmente, agradeço por dividir comigo as alegrias e tristezas desta vida
louca, e por estar sempre ao meu lado. À Juliana Bonfim, pessoa especial, meu muito
obrigado! À Juliana Rocha, minha pernambucana arretada, agradeço todo carinho especial
que tens por mim. À Gabriela e Lucas, amigos de longa data, obrigada pelo carinho e
paciência. Desculpe-me por minhas ausências nos últimos dois anos.
À CAPES agradeço o financiamento desta pesquisa Por fim, agradeço aos
funcionários da Pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense, Silvana,
David, Rafael, Juliana, Inês; aos bibliotecários da Biblioteca Nacional, do Centro Cultural
Banco do Brasil e do Real Gabinete Português. Também agradeço aos funcionários do
Instituto Histórico Geográfico, especialmente, ao Sr. Pedro que além do bom papo e
conhecimento único do arquivo, sempre me lembrava que eu precisava almoçar. Obrigada.
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Resumo
O donativo para o dote da Sereníssima Rainha da Grã-
Bretanha e pela paz de Holanda é constantemente citado pela
historiografia. Entretanto, nenhum trabalho debruçou-se mais
detalhadamente sobre sua imposição, dinâmica ou princípio. Esta
dissertação, atenta a especificidade desta contribuição à Fazenda Real,
procurou entender seu caráter dentro de uma lógica de Antigo Regime,
sem contudo perder de vista as configurações especificas da América
portuguesa. Igualmente, estivemos atentos às relações políticas e
econômicas entre as principais nações européias durante o século
XVII, uma vez que o donativo resultava de acordos diplomáticos
firmados pela monarquia portuguesa recém restaurada com a Grã-
Bretanha e a Holanda. Para viabilizar o estabelecimento do donativo,
bem como seu pagamento, a coroa valeu-se de uma lógica de serviços
que, da mesma forma, foi utilizada pelos vassalos régios quando
acharam necessário. Perceber, portanto, como os vassalos portugueses
na Bahia relacionavam-se com a coroa através do donativo de
Inglaterra e paz de Holanda foi o objetivo desta dissertação.
Palavras chaves: Relações internacionais no séc. XVIII – Donativo – Monarquia
portuguesa – capitania da Bahia
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Abstract
The donation to the endowment of the Most Serene Queen of
Great Britain and the peace of the Netherlands is constantly cited by
historiography. However, no study has looked into more detail about
its imposition, or dynamic principle. This work, given the specificity
of this contribution to the Royal Treasury, tried to understand his
character within a logic of the Old Regime, without losing sight of the
specific settings of Portuguese America. Also, we were aware of the
political and economic relations between the major European nations
during the seventeenth century, since the donation was the result of
diplomatic agreements signed by the Portuguese monarchy with the
newly restored Great Britain and the Netherlands. To facilitate the
establishment of the donation, as well as your payment, the Crown
seized upon a logic of services which, likewise, was used by the royal
vassals when found necessary. Realize, however, how the Portuguese
vassals in Bahia were related to the crown through the gift of peace of
England and Holland was the purpose of this dissertation.
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Abreviaturas
AHU....................................... Arquivo Histórico Ultramarino.
DHBNRJ..............................Documentos Históricos da Biblioteca Nacional – Rio de Janeiro.
DHAMS.................................Documentos Históricos do Arquivo Municipal de Salvador.
EHML.................................... Elementos para a História do Município de Lisboa
Cod.........................................Códice
Description:UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE INSTITUTO DE FILOSOFIA E .. Pautado em uma relação de amor e amizade, o donativo era entendido